Escrever, escrever e ...
escrever!!!
Os
alunos costumam me perguntar o que fazer para escrever bem. Minha
resposta, já comentei aqui, é sempre a mesma: escrever, continuar
escrevendo, teimosamente escrevendo.
E vou além: escrever com simplicidade, usando palavras comuns, mas sem
usar gírias ou linguagem coloquial. Mais: é preciso ter, antes de mais
nada, bom conteúdo crítico, aprendido em jornais e revistas,
inteirando-se do que acontece no país e no mundo.
Mais ainda: se há um segredo vital para se manter a redação em condições
de ser bem apreciada, este se chama coerência. É preciso, enfim, dar a
entender ( bem) ao corretor o que você está escrevendo, com clareza,
precisão.
Não devaneie, por fim. Vá fundo nos propósitos de escrever com
precisão. E não devanear é bem diferente de não ser criativo. Devanear
traz a imprecisão.
Se você quer treinar, aí vai:
.(FGV 1998)
REDAÇÃO
resposta, já comentei aqui, é sempre a mesma: escrever, continuar
escrevendo, teimosamente escrevendo.
E vou além: escrever com simplicidade, usando palavras comuns, mas sem
usar gírias ou linguagem coloquial. Mais: é preciso ter, antes de mais
nada, bom conteúdo crítico, aprendido em jornais e revistas,
inteirando-se do que acontece no país e no mundo.
Mais ainda: se há um segredo vital para se manter a redação em condições
de ser bem apreciada, este se chama coerência. É preciso, enfim, dar a
entender ( bem) ao corretor o que você está escrevendo, com clareza,
precisão.
Não devaneie, por fim. Vá fundo nos propósitos de escrever com
precisão. E não devanear é bem diferente de não ser criativo. Devanear
traz a imprecisão.
Se você quer treinar, aí vai:
.(FGV 1998)
REDAÇÃO
INSTRUÇÕES
Esta
prova é constituída de apenas um texto.
Com base nele:
Dê um título sugestivo à sua redação.
Redija um texto, a partir das idéias apresentadas.
Defenda os seus pontos de vista utilizando-se de argumentação lógica.
Na avaliação da sua redação, serão ponderados,
A correta expressão em língua portuguesa.
A clareza, a concisão e a coerência na exposição do
pensamento.
Sua capacidade de argumentar logicamente em defesa de
seus pontos de vista.
Seu nível de atualização e informação.
A Banca aceitará qualquer posicionamento ideológico do
examinando.
A redação pode ser escrita a lápis.
Atenção para escrever com caligrafia bem legível.
Com base nele:
Dê um título sugestivo à sua redação.
Redija um texto, a partir das idéias apresentadas.
Defenda os seus pontos de vista utilizando-se de argumentação lógica.
Na avaliação da sua redação, serão ponderados,
A correta expressão em língua portuguesa.
A clareza, a concisão e a coerência na exposição do
pensamento.
Sua capacidade de argumentar logicamente em defesa de
seus pontos de vista.
Seu nível de atualização e informação.
A Banca aceitará qualquer posicionamento ideológico do
examinando.
A redação pode ser escrita a lápis.
Atenção para escrever com caligrafia bem legível.
1. (Ita 99)
Instruções para Redação
Instruções para Redação
Redija
uma dissertação ( em prosa, de aproximadamente 25 linhas) sobre
"A relação do brasileiro com o trabalho". Os excertos abaixo poderão
servir de subsídio para a elaboração de sua redação. Não os copie. ( Dê
um título ao seu texto. A redação final deve ser feita com letra
legível, à tinta.)
"A relação do brasileiro com o trabalho". Os excertos abaixo poderão
servir de subsídio para a elaboração de sua redação. Não os copie. ( Dê
um título ao seu texto. A redação final deve ser feita com letra
legível, à tinta.)
1. Aos 9 anos comecei a tentar
trabalhar. Ajudava um vizinho que fazia
doce de banana e de mamão para vender na feira. Na hora de lavar aqueles
tachos enormes de cobre, os filhos e os netos dele achavam feio fazer
trabalho de mulher _ arear a panela, com areia mesmo, porque Bombril vim
conhecer só aqui no Rio. Eu ganhava aquele dinheirinho para a merenda.
Também quebrei pedra _ é, pedra mesmo. Lá no sertão não tinha máquina
para fazer concreto, era tudo na mão. Os homens gritavam fogo na hora de
estourar a pedreira e todo o mundo da vila se escondia debaixo das
camas. Quando acabava o estouro, a gente corria com cesto ou lata para
pegar os pedaços de pedra, trazia para o quintal, quebrava tudo com a
mão e esperava o medidor que vinha pesar as latas. ( Veja, Especial
Mulher, _ set/ 1994)
doce de banana e de mamão para vender na feira. Na hora de lavar aqueles
tachos enormes de cobre, os filhos e os netos dele achavam feio fazer
trabalho de mulher _ arear a panela, com areia mesmo, porque Bombril vim
conhecer só aqui no Rio. Eu ganhava aquele dinheirinho para a merenda.
Também quebrei pedra _ é, pedra mesmo. Lá no sertão não tinha máquina
para fazer concreto, era tudo na mão. Os homens gritavam fogo na hora de
estourar a pedreira e todo o mundo da vila se escondia debaixo das
camas. Quando acabava o estouro, a gente corria com cesto ou lata para
pegar os pedaços de pedra, trazia para o quintal, quebrava tudo com a
mão e esperava o medidor que vinha pesar as latas. ( Veja, Especial
Mulher, _ set/ 1994)
2. Nos ofícios urbanos
reinavam o mesmo amor ao ganho fácil e a
infixidez que tanto caracterizam, no Brasil, os trabalhos rurais.
Espelhava bem essas condições o fato, notado por alguém, em fins da era
colonial, de que nas tendas de comerciantes se distribuíam as coisas
mais disparatadas deste mundo, e era tão fácil comprarem-se ferraduras a
um boticário como vomitórios a um ferreiro. Poucos indivíduos sabiam
dedicar-se a vida inteira a um só mister sem se deixarem atrair por
outro negócio aparentemente lucrativo. E ainda mais raros seriam os
casos em que um mesmo ofício perdurava na mesma família por mais de uma
geração, como acontecia normalmente en terras onde a estratificação
social alcançara maior grau de estabilidade. ( Holada, Sérgio Buarque
de, Raízes do Brasil, Rio de Janeiro: José Olympio, 1978)
infixidez que tanto caracterizam, no Brasil, os trabalhos rurais.
Espelhava bem essas condições o fato, notado por alguém, em fins da era
colonial, de que nas tendas de comerciantes se distribuíam as coisas
mais disparatadas deste mundo, e era tão fácil comprarem-se ferraduras a
um boticário como vomitórios a um ferreiro. Poucos indivíduos sabiam
dedicar-se a vida inteira a um só mister sem se deixarem atrair por
outro negócio aparentemente lucrativo. E ainda mais raros seriam os
casos em que um mesmo ofício perdurava na mesma família por mais de uma
geração, como acontecia normalmente en terras onde a estratificação
social alcançara maior grau de estabilidade. ( Holada, Sérgio Buarque
de, Raízes do Brasil, Rio de Janeiro: José Olympio, 1978)
3. Muito diferente da concepção
anglo-saxã que equaciona trabalho (
work) com agir e fazer, de acordo com sua concepção original. Entre nós,
porém, perdura a tradição católica romana e não a tradição reformadora
de Calvino, que transformou o trabalho como castigo numa ação destinada
à salvação. Para nós, brasileiros, que não nos formamos nessa tradição
calvinista, achamos que o trabalho é um horror. ( Da Matta, Roberto. O
que faz o brasil, Brasil? Rio de janeiro, Rocco, 1984)
work) com agir e fazer, de acordo com sua concepção original. Entre nós,
porém, perdura a tradição católica romana e não a tradição reformadora
de Calvino, que transformou o trabalho como castigo numa ação destinada
à salvação. Para nós, brasileiros, que não nos formamos nessa tradição
calvinista, achamos que o trabalho é um horror. ( Da Matta, Roberto. O
que faz o brasil, Brasil? Rio de janeiro, Rocco, 1984)
4. Os executivos estão
desfrutando cada vez menos o período de férias. É
o que aponta uma pesquisa feita pelo grupo Catho, especializadoem
Recursos Humanos , com 1.356 profissionais em todo o país.
Os resultados revelam que o descanso tradicional de 30 dias já virou
utopia para muitos: 57,5% dos entrevistados tiraram férias de apenas
duas semanas ou menos nos últimos 12 meses. Outros 21% não tiraram um
dia sequer.
Gerentes, supervisores e profissionais especializados _ como advogados,
contadores e engenheiros _ são os que menos dão pausa no trabalho
durante o ano. ( Folha de São Paulo, 17/5/98)
o que aponta uma pesquisa feita pelo grupo Catho, especializado
Recursos Humanos
Os resultados revelam que o descanso tradicional de 30 dias já virou
utopia para muitos: 57,5% dos entrevistados tiraram férias de apenas
duas semanas ou menos nos últimos 12 meses. Outros 21% não tiraram um
dia sequer.
Gerentes, supervisores e profissionais especializados _ como advogados,
contadores e engenheiros _ são os que menos dão pausa no trabalho
durante o ano. ( Folha de São Paulo, 17/5/98)
Profa.
Esther PS Rosado
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